segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Livro Flor de Lirolay

Este ano fizemos um trabalho que era ler um livro chamado ´´A Flor de Lirolay´´ e fazer um teatro sobre as historias desse livro. Agora a professora pediu para escrevermos algumas historias do livro.
A primeira historia que eu vou contar se chama:

 
Tia miséria
 
Havia no princípio do mundo uma velhinha muito pobre e muito infeliz: era conhecida pelo nome de Tia Miséria. Só possuía uma casinha arruinada e uma pereira no quintal. Tudo sofria com paciência e resignação, mas só uma coisa não desculpava, nem perdoava: que os meninos da vizinhança subissem na pereira e lhe comessem as peras. Seria capaz de dá-las todas sem provar uma, mas indignava-se contra os que as roubavam.
Uma noite bateu-lhe à porta um pobrezinho, quase morto de fome e lhe pediu comida e pousada por uma noite. Fazia muito frio e Tia Miséria acomodou-o perto do fogão e deu a ele a migalha de pão que reservava para si. No dia seguinte despediu-se o pobre e disse-lhe que pedisse o que quisesse.
- Só peço que as pessoas que subirem à minha pereira não possam descer sem o meu consentimento – respondeu a velhinha.
- Assim será – respondeu o mendigo.
No ano seguinte, quando estavam madurinhas as primeiras peras, Tia Miséria chegou ao quintal e encontrou três garotos em cima da pereira.
- Ó Tia Miséria, perdoe-nos pelo amor de Deus! Tire-nos daqui, não podemos descer.
- Ah, é? Pois vocês diziam que não eram os ladrões das minhas peras! Pois tomem isso e mais isso! Disse Tia Miséria dando uma sova nos meninos com uma vara. Desta vez vou permitir que desçam, mas se voltarem, já sabem: hão de ficar aí por muitos anos!
E os garotos desceram e não mais voltaram à pereira.
Até que em uma noite chuvosa, bateram-lhe à porta.
- Já vou, já vou! Gritou Tia Miséria.
Era uma mulher de horrendo aspecto, vestida de negro, com as asas negras nos ombros e nos pés.
- O que... o que... quer? - Perguntou Tia Miséria a tremer.
- Tenha uma boa e santa noite, Tia Miséria.
- Você me conhece? Perguntou assombrada.
- Vamos, Tia Miséria. Chegou a sua hora.
Foi então que Tia Miséria percebeu a foice debaixo da capa da estranha criatura. Nesse momento, se deu conta de que tinha aberto a porta para ela... ela mesma... a MORTE!
- Sou a Morte: venho buscar-te e estou com pressa.
- Já? Pois nem ao menos pode me dar um ano de espera?
- Não pode ser - respondeu a Morte.
- Faça-me ao menos um último favor: suba à minha pereira e colha-me a última pera que me resta. Quero comê-la, visto que é a última. Enquanto isso, vou me preparando para a partida.
- Tudo bem, mulher, mas anda rápido!
A Morte subiu à pereira, colheu a pera, mas não pôde descer. Pôs-se a chamar a velhinha. Esta respondeu: “Tem paciência, maldita, pois aí ficarás por todos os séculos. És má, tens feito muitas desgraças, roubando muitos pais aos seus filhos pequeninos...”
E a Morte ficou em cima da pereira durante dias, semanas, meses.
- Por onde anda a morte? Perguntavam os velhinhos e os doentes terminais nos hospitais.
Depois de um ano, e depois de muita procura, Tia Miséria percebeu, na frente da sua porta, um comitê composto de padres que se queixavam de que não havia enterros, de médicos enfurecidos com o pouco profissionalismo da morte: uma coisa era alargar a vida, outra muito diferente era estender a dor. Ali estavam também escrivães e advogados que se lastimavam de não ter inventários, de donos de funerárias que reclamavam da queda das vendas de caixões; enfim, eram todos aqueles que vivem da morte do próximo. Todos pediam à velha que autorizasse a Morte a descer da pereira, mas Tia Miséria respondia: “Não quero, não quero e não quero”!
Falou então a Morte do alto da pereira e fez com a velha um trato: se a deixasse descer, pouparia sua vida enquanto o mundo fosse mundo. A velhinha consentiu e a Morte desceu. Saiu correndo dali com a promessa de nunca mais bater à porta de Tia Miséria. Mas compensou o tempo perdido: nunca morreram tantos em tão pouco tempo.
É por isso que enquanto o mundo for mundo a Miséria existirá sobre a Terra.

Havia no princípio do mundo uma velhinha muito pobre e muito infeliz: era conhecida pelo nome de Tia Miséria. Só possuía uma casinha arruinada e uma pereira no quintal. Tudo sofria com paciência e resignação, mas só uma coisa não desculpava, nem perdoava: que os meninos da vizinhança subissem na pereira e lhe comessem as peras. Seria capaz de dá-las todas sem provar uma, mas indignava-se contra os que as roubavam.
Uma noite bateu-lhe à porta um pobrezinho, quase morto de fome e lhe pediu comida e pousada por uma noite. Fazia muito frio e Tia Miséria acomodou-o perto do fogão e deu a ele a migalha de pão que reservava para si. No dia seguinte despediu-se o pobre e disse-lhe que pedisse o que quisesse.
- Só peço que as pessoas que subirem à minha pereira não possam descer sem o meu consentimento – respondeu a velhinha.
- Assim será – respondeu o mendigo.
No ano seguinte, quando estavam madurinhas as primeiras peras, Tia Miséria chegou ao quintal e encontrou três garotos em cima da pereira.
- Ó Tia Miséria, perdoe-nos pelo amor de Deus! Tire-nos daqui, não podemos descer.
- Ah, é? Pois vocês diziam que não eram os ladrões das minhas peras! Pois tomem isso e mais isso! Disse Tia Miséria dando uma sova nos meninos com uma vara. Desta vez vou permitir que desçam, mas se voltarem, já sabem: hão de ficar aí por muitos anos!
E os garotos desceram e não mais voltaram à pereira.
Até que em uma noite chuvosa, bateram-lhe à porta.
- Já vou, já vou! Gritou Tia Miséria.
Era uma mulher de horrendo aspecto, vestida de negro, com as asas negras nos ombros e nos pés.
- O que... o que... quer? - Perguntou Tia Miséria a tremer.
- Tenha uma boa e santa noite, Tia Miséria.
- Você me conhece? Perguntou assombrada.
- Vamos, Tia Miséria. Chegou a sua hora.
Foi então que Tia Miséria percebeu a foice debaixo da capa da estranha criatura. Nesse momento, se deu conta de que tinha aberto a porta para ela... ela mesma... a MORTE!
- Sou a Morte: venho buscar-te e estou com pressa.
- Já? Pois nem ao menos pode me dar um ano de espera?
- Não pode ser - respondeu a Morte.
- Faça-me ao menos um último favor: suba à minha pereira e colha-me a última pera que me resta. Quero comê-la, visto que é a última. Enquanto isso, vou me preparando para a partida.
- Tudo bem, mulher, mas anda rápido!
A Morte subiu à pereira, colheu a pera, mas não pôde descer. Pôs-se a chamar a velhinha. Esta respondeu: “Tem paciência, maldita, pois aí ficarás por todos os séculos. És má, tens feito muitas desgraças, roubando muitos pais aos seus filhos pequeninos...”
E a Morte ficou em cima da pereira durante dias, semanas, meses.
- Por onde anda a morte? Perguntavam os velhinhos e os doentes terminais nos hospitais.
Depois de um ano, e depois de muita procura, Tia Miséria percebeu, na frente da sua porta, um comitê composto de padres que se queixavam de que não havia enterros, de médicos enfurecidos com o pouco profissionalismo da morte: uma coisa era alargar a vida, outra muito diferente era estender a dor. Ali estavam também escrivães e advogados que se lastimavam de não ter inventários, de donos de funerárias que reclamavam da queda das vendas de caixões; enfim, eram todos aqueles que vivem da morte do próximo. Todos pediam à velha que autorizasse a Morte a descer da pereira, mas Tia Miséria respondia: “Não quero, não quero e não quero”!
Falou então a Morte do alto da pereira e fez com a velha um trato: se a deixasse descer, pouparia sua vida enquanto o mundo fosse mundo. A velhinha consentiu e a Morte desceu. Saiu correndo dali com a promessa de nunca mais bater à porta de Tia Miséria. Mas compensou o tempo perdido: nunca morreram tantos em tão pouco tempo.
É por isso que enquanto o mundo for mundo a Miséria existirá sobre a Terra.
 
 
A próxima historia se chama:
 
Tambor de piolho
 


"Era um rei que tinha uma filha que costumava catá-lo e um dia encontrou-lhe um piolho na cabeça e disse: « Meu pai e senhor,Vossa Majestade tem aqui um piolho. Então o rei respondeu: «Deixa-o ficar, pois quero que ele cresça.»
Cresceu tanto o piolho que já não cabia na cabeça do rei; e então este ordenou que se matasse e que da pele se fizesse um tambor. Assim se fez, e então a princesa disse ao rei que mandasse reunir a corte toda, e toda a gente que ele quisesse, e aquele que adivinhasse de que tinha sido feito o tambor seria seu esposo. Ora o rei andava com muitos desejos de casar a filha, e por isso aceitou logo a proposta, e deu ordens para que se reunisse muita gente; e aquele que adivinhasse de que tinha sido feito o tambor casaria com a sua filha. Havia um fidalgo na corte de quem a princesa muito gostava e que também se apresentou para adivinhar, e quando já estavam muitos homens reunidos, chegou o rei e a princesa e perguntaram: De que é feito este tambor? e mostraram o tambor que era levado por um velho criado do rei. A princesa então aproximou-se do fidalgo que amava e disse-lhe: «Pele de piolho, mas ele nada ouviu, e o criado que conduzia o tambor, como estivesse atrás da princesa, ouviu o que ela dizia; e então aproximou-se do rei e disse: «Saiba, Vossa Majestade, que este tambor foi feito da pele de um piolho. Então o rei respondeu logo: Adivinhaste, e como palavra de rei não volta atrás, casarás com a princesa. Então, ela toda lavada de lágrimas, chegou-se ao pé do velho e disse-lhe:

Se eu casar contigo, velho,
Há-de ser com tal tenção
De eu dormir em boa cama,
E tu, velho, nesse chão.
E tu, velho, se falares,
Hás-de levar com um bordão.
Eu hei-de comer pão alvo,
E tu, velho, de rolão,
E se tu, velho, falares,
Hás-de levar com um bordão.

Em vista disto, o velho não quis casar com a princesa, e disse-lhe que ela casasse com o fidalgo; e assim se fez.
 
A ultima historia se chama:
 
Fim


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Projeto das cartas


Este ano, no Colégio São Paulo, nós fizemos um projeto de cartas. Nesse projeto nós enviamos e recebemos cartas de alunos do Colégio São Paulo de outras cidades. Com esse projeto acabamos conhecendo novas pessoas que nunca tínhamos visto e também aprimoramos a nossa escrita.
O que eu achei interessante nesse projeto é que ninguém mais manda cartas. Várias pessoas só mandam mensagens pelo celular e acabam não tendo esse prazer e alegria de receber uma carta de alguém.
Enviando as minhas cartas acabei conhecendo a Sofia, o Caio, a Bruna e outros alunos do Colégio São Paulo de Teresópolis.
Eu realmente valorizo esse esforço que os professores e coordenadores do Colégio São Paulo de Belo Horizonte tiveram para realizar esse trabalho conosco. E me sinto grata a todos que fizeram esse projeto acontecer



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Pronomes


Pronomes: São palavras que substituem ou acompanham um nome, principalmente o substantivo, ou seja, é a palavra que:

·        Substitui um nome (substantivo)

·        Acompanha um nome, determinado/limitando o sentido dele;

·        Substitui segmentos textuais (expressões, partes de frase ou frases inteiras).

 

Substantivos: Quando os pronomes são empregados no lugar dos substantivos citados anteriormente no enunciado ou implícitos na situação, dizemos que eles são pronomes substantivos.

 

Adjetivos: Na frase ´´O pardal não sabia que um menino mirava sua cabeça``, a palavra sua, pelo fato de acompanhar o substantivo cabeça, é pronome adjetivo.

 

Pronome Pessoal:

Reto

1ªpessoa do singular: eu
2ªpessoa do singular: tu
3ªpessoa do singular: ele (a)
1ªpessoa do plural: nós
2ªpessoa do plural: vós
3ªpessoa do plural: eles (as)
 

 

Oblíquo

1ªpessoa do singular: me, mim, comigo
2ªpessoa do singular: te, ti, contigo
3ª pessoa do singular: o, a, lhe, se, si, consigo
1ªpessoa do plural: nos, conosco
2ªpessoa do plural: vos, convosco
3ªpessoa do plural: os, as, lhes, se, si, consigo
 

 

 

Pronomes de tratamento:
Abreviatura:
Usado para:
você
v.
Pessoas com quem temos intimidade
Vossa Alteza
V.A.
Príncipes, duques
Vossa Excelência
V.Exª.
Altas autoridades do governo e das forças armadas
Vossa Majestade
V.M.
Reis, imperadores
Vossa Santidade
V.S.
Papas
Vossa Senhoria
V.Sa.
Autoridades em geral: chefes, diretores e pessoas a quem se quer falar com distanciamento e respeito
Senhor, senhora
Sr.,Srª
Geralmente, pessoas mais velhas que nós, ou a quem queremos tratar com distanciamento e respeito; a forma senhorita, já caindo em desuso, é empregada para moças solteiras

 

Pronomes possesivos são aqueles que indicam relações de posse referentes às três pessoas do discurso.

Pronomes Pessoais retos:
 
Eu
 
Tu
 
Ele
 
Nós
 
Vós
 
Eles
Pronomes pessoais possessivos:
 
Meu, meus, minha, minhas
 
Teu, teus, tua, tuas
 
Seu, seus, sua, suas
 
Nosso, nossos, nossa, nossas
 
Vosso, vossos, vossa, vossas
 
Seu, seus, sua, suas

 

Pronomes demonstrativos são aqueles que situam os seres, no espaço, no tempo ou no próprio texto, em relação às três pessoas do discurso.

 
Masculino
Feminino
Neutro
1ª pessoa
Este, estes
Esta, estas
Isto
2ª pessoa
Esses, esses
Essa, essas
Isso
3ª pessoa
Aquele, aqueles
Aquela, aquelas
Aquilo

 

Pronomes indefinidos:

São aqueles que se referem a um ser (3ªpessoa) de modo impreciso ou genérico.

Alguns pronomes indefinidos são variáveis, isto é, sofrem flexão de gênero e número; outros são invariáveis.

Variáveis:
Algum, nenhum, todo, certo, bastante, qualquer, quanto, qual e etc.
 
Invariáveis:
 Alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, quem, que, etc.
 

 

Pronomes interrogativos

São os pronomes indefinidos quem, quanto, qual e (o) que quando empregado em frases interrogativas.

 

Pronomes relativos:

São pronomes que retomam um substantivo (um outro pronome) já citado numa oração, substituindo-o no início da oração seguinte.

 

Variáveis:
O/a qual, os/as quais
 
Cujo (s), cuja (s)
 
Quanto (s), quanta (s)
Invariáveis:
Que
 
Quem
 
Onde e aonde